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Queirosiana

Blogue sobre livros, leituras, escritores e opiniões

O Fio da Navalha, W. Somerset Maugham

14.08.08

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Li este livro recentemente. Estava esquecido numa prateleira da minha sala, até que o meu pai me incentivou a lê-lo. O Verão ficou maravilhosamente mais luminoso desde esse dia!

Demorei cerca de 200 páginas até perceber quem era a personagem principal - Larry, era um emaranhado de personagens cruciais que fiquei um pouco confusa acerca de quem seria aquela que o autor queria evidenciar.

O estilo de escrita é baseado em vários "flashbacks" o que torna difícil a previsão da história. Ou seja, é obrigatório esperar pelo fim, para saber o final.

A parte engraçada era o autor fazer-nos crer (a nós, leitores) que toda aquela história se passara, de facto. Que aquelas personagens existiram na realidade e que ele apenas narrava o que presenciara ou aquilo que lhe iam contando. Devo dizer que isso tornou o livro fascinante, tornou as personagens mais próximas de nós. Outra coisa curiosa, era o próprio autor ser uma personagem do livro, que funcionava, ao mesmo tempo, activa e passivamente (funcionando como narrador).

Bem, Larry era uma personagem fenomenal, cativante e misteriosa até ao fim. Aliás, era uma personagem tão perfeita (pelo menos num olhar feminino) que custava acreditar que existisse de facto.

Este livro abriu-me uma série de portas para a crescente questão da origem do Bem e do Mal. Fiquei entusiasmadíssima com a Filosofia Vedanta.

Recomendo a qualquer um que aqui venha parar por acaso que leia este livro, um clássico imortal sobre a condição humana.

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