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Queirosiana

Blogue sobre livros, leituras, escritores e opiniões

Ten Days in a Mad-House (1887), Nellie Bly

Não Ficção - Reportagem

08.09.20 | L.F. Madeira

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Depois da recomendação no blogue Sweet Stuff acabei por mergulhar de cabeça nesta leitura. É uma leitura extremamente gráfica e inquietante por retratar, na primeira pessoa, a realidade crua das mulheres diagnosticadas (e perdoem-me, mas nalgumas situações, quase aleatoriamente) com doenças mentais no século XIX e seu incerto e desesperante destino nas instituições públicas de acolhimento e tratamento. 

Nelly Bly (pseudónimo) foi uma jornalista norte-americana do século XIX, entre outras profissões e atividades, tendo ficado conhecida por fazer reportagens de investigação e, neste caso em particular, por ter fingido doença mental de forma a ser internada num asilo para tratamento de mulheres doentes mentais e poder retratar na primeira pessoa, as condições e tratamentos a que estas mulheres estavam sujeitas. Entre outras reportagens, Nelly Bly ficou também famosa por ter recriado a volta ao mundo de Julio Verne, neste caso, em 72 dias, viajando quase sempre sozinha. 

Não pude deixar de recordar o filme Girl, Interrupted, baseado no livro com o mesmo título de Susanna Kaysen. 

Uma pequena curiosidade, eu sabia que já tinha ouvido este nome algures e aqui está a razão. 

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A Utopia (1516), Thomas More

Ficção - Filosofia - Utopia/Distopia - Clássicos

07.09.20 | L.F. Madeira

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Um clássico dos antigos que estava na estante desde 2016. Thomas More tem sido companheiro nos livros de História e de Direito quer pela sua qualidade de estadista, filósofo e humanista do Renascimento; mas também por ser o criador de uma das palavras mais belas, "utopia".

A palavra utopia (ou-topos), construída a partir de outra muito semelhante do Grego (eu-topos = bom lugar), significa, numa tradução literal, "não lugar". A ideia era fazer aqui um jogo de palavras na medida em que esta ilha da Utopia criada por More seria um lugar inexistente. No entanto, quis a providência que a palavra utopia fosse além do intento do seu criador e passasse a significar algo ideal, algo perfeito ou idílico. Utopia, fortemente influenciada pel' A República de Platão, foi ela própria a precursora de um novo género literário de ficção utópica ou distópica. 

Utopia, uma ilha em lugar desconhecido, surge pelo contador Rafael Hitlodeu - nascido no Reino de Portugal e que viveu na Utopia cinco anos - como uma sociedade perfeitamente ordenada assente em princípios de justiça, equidade e razoabilidade.

Ante a sociedade da época de sistema feudal calculo que esta tenha sido uma obra, diria, revolucionária. Desde logo,  no que concerne à organização societal da ilha da Utopia: o facto de todos trabalharem apenas 6 horas por dia, não existirem advogados (porque as leis eram diminutas e as existentes, escritas de forma a serem facilmente interpretadas por todos), existir algo muito semelhante à morte assistida, a educação ser acessível a mulheres e homens, a propriedade ser essencialmente comum e não existir dinheiro.

Claro, à luz os olhos de hoje a ilha da Utopia estava longe de ser utópica para todos os Utopianos, desde logo por assumir premissas de desigualdade entre mulheres e homens e parte da organização social estar assente em trabalho escravo. Fora isso, o forte apelo à disciplina e à ordem com limitações de liberdades quase totalitaristas, como a indicação dos cidadãos para determinadas profissões ou a uniformização do vestuário, denotam também pouco apreço pela liberdade individual. 

Um pequeno livro que se lê bastante bem e que vale a pena conhecer. 

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O Nome da Rosa (1980), Umberto Eco

Ficção Histórica - Mistério/Thriller - Clássicos

06.09.20 | L.F. Madeira

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Ora quem diria que um grupo de monges, frades e inquisidores do século XIV me tiraria o sono de forma tão aditiva. Trata-se de um livro fascinante que talvez não possa ser resumido como farei de seguida, por encerrar significados mais abrangentes e indefinidos. Mas uma certeza eu tenho, este romance é um labirinto! 

O Nome da Rosa, romance debute de Umberto Eco conta a história de uma série de mortes misteriosas de monges numa Abadia de Beneditinos, na Itália do ano de 1327. Li por aí que o enredo é lento. Pelo contrário, não achei. A ação decorre temporalmente em sete dias, sete dias em que acompanhamos hora a hora as deambulações e investigações do frade William e seu noviço Adso. 

A história tem lugar no período singular em que o Pontificado abandonou a cidade de Roma para se estabelecer em Avignon - a Crise de Avignon - um momento crucial na História da Igreja Católica que viria mais tarde a originar o Cisma Papal do Ocidente, onde houve Papas e Antipapas. A causa Franciscana (ou a questão da pobreza) é de crucial importância neste período, pois foi utilizada como arma de arremesso de uns contra outros e tida como a pedra de toque para as várias divergências doutrinárias de então. 

O Nome da Rosa está populado de personagens que foram figuras reais e fulcrais neste período da História, como Ubertino de Casale ou Miguel de Cesena. Mas depois temos hereges, místicos, fundamentalistas e frades radicais que pretendem a abolição da riqueza, da propriedade, da própria autoridade. Em vários momentos, senti-me transportada para o pensamento Marxista, pura e simplesmente fabuloso. 

Fora as especificidades, o que estava verdadeiramente em questão, e o nosso frade William explica com clareza, é aquilo que está sempre em questão nos conflitos: luta pelo poder. Poder aliado à riqueza, poder aliado ao medo - como sempre, dirão. 

Ao mesmo tempo é estranho porque embora as discussões de teologia e metafísicas pudessem, à partida, constituir um forte entrave e bloqueio à narrativa (então quando começavam a ter visões ou a discursar sobre o Apocalipse conseguiam tirar-me do sério), a verdade é que me mantive hipnotizada diante das páginas e a determinada altura também já eu raciocinava sobre debates teológicos a propósito da pobreza de Cristo ou o poder do riso para afastar o medo. A conclusão lógica não é a magia do escritor, é obviamente o seu génio. Umberto Eco, mais do que um escritor, foi um filósofo dedicado ao estudo da semiótica, um linguista, um historiador medievalista, o seu vasto conhecimento dos estudos medievais fica demonstrado neste romance (alguns dirão que mais do que o conhecimento, há algum pedantismo na escrita de O Nome da Rosa, por mim, diria que há alguma vaidade do escritor mas é totalmente legítima). 

Era mais agradável se as passagem em latim estivessem traduzidas. Esta santa ainda foi traduzindo no início com a ajuda do Google tradutor, mas até a minha paciência tem limites. Mas não creio que a sua não tradução prejudique a compreensão da história até porque as passagens em latim acabam por ser mais ou menos contextualizadas no decurso da ação imediata.

Quanto ao título, O Nome da Rosa,  é também ele um enigma, um conundrum, Eco afirma ter escolhido o título "porque a rosa é uma figura simbólica tão rica em significados que agora quase não tem mais nenhum significado".  

Resumir este livro ao género de mistério e crime ou a uma história de detetives vestidos com o hábito é errado, este romance tem várias facetas e tanto integra o género histórico, o mistério, o thriller, a teologia, filosofia e a metafísica - e consegue incluir tudo isto no seu enredo de forma habilmente insinuante e tentadora numa tensão permanente e em crescendo. É brilhante, sem dúvida!

Disse no início e reforço, este livro é um labirinto de significados, um labirinto de busca pela verdade, um labirinto sem respostas. Enquanto leitora, tanto me senti perdida num labirinto como numa laboriosa engrenagem cerebral. É um livro para ser lido e relido de forma a capturar, tanto quanto possível, a miríade das suas interpretações .

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The Origins of Totalitarianism (1951), Hannah Arendt

Não-ficção - História - Política - Filosofia - Clássicos

03.09.20 | L.F. Madeira

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Ora aqui está uma leitura poderosa e extremamente estimulante. Numa altura de turbulência social e política por todo o mundo, com o (re)surgimento de vagas populistas e demagogias assustadoramente similares a um passado recente, este clássico de não-ficção do século XX, escrito pela filósofa política Hannah Arendt, revela-se, infelizmente, particularmente atual e premonitório. 

Em The Origins of Totalitarianism Arendt condensa uma série de informação preciosa sobre as condições e circunstâncias que levaram ao surgimento e instauração dos regimes totalitários Nazi e Soviético no século XX. Navegando por vários períodos da História, desde o século XVIII, ao Imperialismo, Colonialismo, o surgimento do pensamento racial e do pensamento de classes, a crise do Estado-nação, o antissemitismo, o racismo, a desintegração do Império Austro-Húngaro, a I Grande Guerra e, por fim, os regimes totalitários cujas principais características são a dominação e o terror como instrumentos de concretização da ideologia que visa retirar qualquer pingo de liberdade e espontaneidade do ser humano. 

A contracapa da minha edição deste livro afirma How could such a book speak so powerfully to our present moment? The short answer is that we, too, live in dark times - e de facto, além deste livro nos dar uma perspetiva integrada de vários acontecimentos históricos (e, no meu caso, acentuar a minha profunda vergonha por desconhecer tanta parte da História que medeia a Revolução Francesa e a II Guerra Mundial), esta obra obriga-nos, com um olhar hodierno, a reconhecer paralelismos intimidantes na nossa sociedade global de hoje. 

Quando falo em paralelismos, refiro-me a questões concretas como a fabricação de factos à custa da realidade histórica. Refiro-me a uma generalizada passividade das sociedades europeias ante violações gravíssimas de Direitos Humanos dentro e fora das suas fronteiras e uma cegueira propositada em prol de um dito crescimento económico ad eternum, criando uma realidade onde tudo pode acontecer porque ninguém quer saber. Refiro-me ao facto de cada vez mais o ruído das redes sociais ser tido e confundido com a opinião das pessoas, atribuindo-se àquele um peso e uma dimensão mediática que apenas impele e estimula radicalismos, intolerâncias e surgimento de figuras estéreis em busca de poder pelo poder - the mob always will shout for the "strong man", the "great leader". For the mob hates society from which it is excluded. Refiro-me ao deserto de Estadistas no panorama mundial e à circunstância das práticas privadas de negócios serem trazidas para a esfera pública como as regras ideais para conduzir questões de Estado. Refiro-me à incapacidade de respostas humanistas perante crises humanas que transformam mares em cemitérios. Refiro-me ao apelo constante de atomização das sociedades e da pulverização da defesa de interesses comuns, bem como do atrativo apelo da competitividade como regra de organização. 

Mais do que descrever o livro - até porque não o conseguiria fazer sem o tornar num texto académico no qual teria de me pronunciar sobre a visão de Direitos Humanos de Arendt e limar algumas arestas, - preferi deixar aqui as minhas impressões e inquietações resultantes da leitura desta obra, ainda que elas me possam fazer soar a um arauto da desgraça. 

No matter how much we may be capable of learning from the past, it will not enable us to know the future, mas certamente confere-nos a sensibilidade de percepcionar quando a Humanidade regressa a vícios passados. 

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5 livros escritos por mulheres laureadas com o Prémio Nobel da Literatura (Parte I)

#8 Baú dos Livros

02.09.20 | L.F. Madeira

Até 2020, num total de 116 laureados com o Nobel de Literatura, apenas 15 são mulheres. Se é certo que, em paralelo com o Nobel da Paz, esta é a categoria com maior representatividade feminina, ainda assim, sobressai a desproporção.

O primeiro Nobel de Literatura foi concedido no ano de 1901. Em 1909 estreava-se a primeira mulher escritora a receber o prémio. A distinção a mulheres escritoras foi sendo parca, mas destaca-se o período entre 1991 e 1966, basicamente um quarto de século, sem que nenhuma escritora tenha sido laureada. Recentemente, sobretudo desde 2004, o Nobel da Literatura tem vindo a ser atribuído a mulheres escritoras com mais frequência.

Não se trata de uma questão de falta de qualidade das obras produzidas por mulheres, mas antes de um histórico de invisibilidade e ausência do feminino nos espaços físicos, institucionais e escritos da arte (a este propósito, recordo aqui um magistral artigo de Filipa Lowndes Vicente, intitulado “Artes, a ilusão da vanguarda”, in XXI, Ter Opinião, n.º 8, 2017).

Ora, para celebrar as 15 mulheres laureadas com o Nobel da Literatura e com o intento de ampliar o meu horizonte literário, apresento a primeira de três partes do Baú dos Livros dedicado às mulheres laureadas com o Prémio Nobel da Literatura. Para cada escritora selecionei uma obra, preferencialmente traduzida em português.

 

Selma Lagerlöf - Nobel da Literatura 1909 - Suécia

O Imperador de Portugal (1914)

Selma Lagerlöf nasceu a 20 de novembro de 1858, na Suécia, onde faleceu a 16 de março de 1940. Com uma obra profundamente inspirada nas histórias de encantar e lendas populares do seu país, tornou-se, em 1909, a primeira mulher a ser galardoada com o Prémio Nobel da Literatura "pelo seu elevado idealismo, imaginação vívida e percepção espiritual" e em 1914 foi nomeada membro da Academia Sueca. 
 
O livro que proponho, já o li, O Imperador de Portugal tem um título curioso e que nos agarra a atenção, mas aviso de antemão que não envolve este país à beira mar plantado. Esta é uma história de uma maravilhosa sensibilidade e cuja leitura, escorreita, se faz sem sobressaltos. O mote deste livro e o cerne de toda a sua história é o conto do amor de um pai pela filha. O adjetivo primeiro que me ocorre é "lindo". É um lindo romance, de uma ternura e emotividade vibrantes. 

 

Grazia Cosima Deledda - Nobel da Literatura 1926 - Itália

Cinzas (1904)

Grazia Deledda nasceu em Nuoro (Sardenha) a 27 de Setembro de 1871, numa numerosa família da pequena-burguesia insular. Foi a quinta entre sete filhos e filhas. Morreu em Roma aos 64 anos, a 15 de Agosto de 1936. Em 1926, foi-lhe atribuído o Prémio Nobel de Literatura. O júri justificou a atribuição do Prémio "pelos seus textos inspirados e idealistas, que, com uma claridade plástica, retratam a vida na sua ilha nativa (a Sardenha) e que, com profundidade e simpatia, abordam os problemas humanos". Foi a primeira escritora italiana a receber o Nobel, e a segunda mulher a recebê-lo. 

O romance proposto, Cinzas, revela a capacidade criadora de Grazia Deledda que se assume neste romance com extraordinária exuberância, confirmando, uma vez mais, o seu talento genial, inteiramente votado à psicanálise do povo sardo. Digna de especial interesse é Anania, a figura central deste romance desenhada magistralmente pela escritora, que nos põe em contacto com os contraditórios sentimentos dum filho à procura da mãe que o abandonou, numa luta incessante contra os preconceitos duma sociedade egoísta e semi-selvagem. Em torno de Anania movem-se várias personagens secundárias igualmente inesquecíveis, numa história envolvente e orquestrada com perfeição.

 

Sigrid Undset - Nobel da Literatura 1928 - Noruega

Vigdis, A Indomável (1909)

Romancista norueguesa nascida em 1882,  na Dinamarca, e falecida a 10 de junho de 1949, na Noruega. Mudou-se com a família para Christiania (Oslo), na Noruega, com apenas dois anos de idade. No início, ela escreveu sobre mulheres fortes e contemporâneas em luta pela emancipação, tendo mais tarde desenvolvido o gosto pela História medieval e pela mitologia, sagas e baladas escandinavas. Foi galardoada com o Prémio Nobel da Literatura em 1928 "principalmente pelas suas descrições poderosas da vida no Norte durante a Idade Média". Com a ocupação da Noruega pelos Nazis em 1940, tornou-se membro da resistência e os seus livros foram proibidos pelas autoridades alemãs. 

A escolha aqui foi particularmente difícil, pois gostei de quase todas as suas obras pela sinopse, mas optei por Vigdis, A Indomável, ou Gunnar's Daughter (encontrei tradução para português, mas apenas em alfarrabistas). Passado na Noruega e na Islândia no início do século XI, esta é a história da bela e mimada Vigdis Gunnarsdatter. Mulher de coragem e inteligência, Vigdis é endurecida pela adversidade, defendendo repetidamente a sua autonomia num mundo governado por homens. 

 

Pearl S. Buck - Nobel da Literatura 1938 - EUA

A Mãe (1933)

Escritora norte-americana, Pearl Sydenstricker Buck nasceu a 26 de junho de 1892, nos EUA, no estado da Virgínia Ocidental. A autora faleceu a 6 de março de 1973, nos EUA. Pearl Buck cresceu na China, onde seus pais foram missionários. Educada pela mãe e por um professor particular chinês, estudioso do confucionismo, aprendeu este idioma antes de poder falar inglês. Após vários anos de estudos superiores nos Estados Unidos, ela voltou para a China, onde viveu até 1934. Em 1938 foi laureada com o Nobel da Literatura "pelas suas descrições ricas e verdadeiramente épicas da vida camponesa na China e pelas suas obras biográficas"

Pearl Buck tem uma vasta obra e foi complicado encontrar o livro que, eventualmente, poderia ser o melhor para a minha estreia. Assim, escolhi A Mãe, um romance no qual a autora descreve de um modo quase pictórico a vida simples e rude do povo Chinês, numa época que é pouco conhecida. A narrativa vívida e pormenorizada permite que o leitor capte toda a simplicidade e intensidade dos tempos. Ao penetrar no espírito da camponesa, Pearl S. Buck dá a conhecer os sentimentos mais profundos da mente e do coração de uma mulher e de uma mãe. Fá-lo de uma maneira comovente, enérgica e mesmo violenta. A personagem, assume uma grandeza excecional pela forma como encara e ultrapassa os obstáculos que a vida lhe coloca. Uma vida longa, árdua e solitária.

 

Gabriela Mistral - Nobel da Literatura 1945 - Chile

Locas Mujeres (2003)

Lucila Godoy Alcayaga nasceu em 1889 no Chile. Utilizou o pseudónimo Gabriela Mistral, que tem na inspiração o seus poetas favoritos, Gabriele D'Annunzio e Frédéric Mistral. Lucila Godoy Alcayaga assumiu várias funções na área da Educação e também serviu como cônsul chilena em vários países. Foi a primeira mulher da América Latina a ser distinguida com o Prémio Nobel da Literatura "pela sua poesia lírica que, inspirada por fortes emoções, fez do seu nome um símbolo das aspirações idealistas de todo o mundo latino-americano."

Encontrei apenas traduzida para português uma das suas obras de Antologia poética, numa edição antiga. Mas optei antes por escolher a sua obra Locas Mujeres, na língua original - castelhano, um compêndio poético que reúne poemas de outras obras suas. Locas Mujeres representa um sentido trágico da vida, retratando “mulheres loucas” que são tudo menos loucas. Fortes e intensamente humanas, as mulheres poéticas de Mistral enfrentam situações impossíveis para as quais não existe uma resposta sã.

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