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Queirosiana

Blogue sobre livros, leituras, escritores e opiniões

A Rapariga que Roubava Livros (2005), Markus Zusak

Ficção Histórica

10.07.20 | Margarida M.

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“A Rapariga que Roubava Livros” retrata mais uma história sobre a Segunda Guerra Mundial e os horrores vividos. Foi o que pensei quando primeiro conheci este livro. No entanto acabou por se tornar um dos meus livros favoritos. Deixou uma marca emocional em mim de forma que me ocorre com frequência à memória esta história.

Antes de mais, devo confessar que cometi um erro de amante de leitura. Vi o filme antes de ler a obra. No entanto, acho que o facto de ter visto a representação no ecrã influenciou a maneira como interpretei a história, dando-lhe um valor sentimental acrescido!

Desde o início o livro capta a atenção e o interesse do leitor. O escritor, Markus Zusak, torna este livro intemporal com a sua escrita que nos dá a perspetiva das personagens da história, mas também de algo mais, que de início não percebi. Apenas direi que este “espectador” embora fictício irá tornar-se um elemento importante no decorrer do livro. Penso que o mais “tocante” nesta história, para além de ser baseada em eventos reais, é o facto de retratar episódios da vida de duas crianças cuja felicidade e liberdade é de repente interrompida e virada do avesso. A chegada de Hitler ao poder e o início de mais uma guerra viria a devastar cidades e países, incluindo a rua, onde ambos viviam, Himmel que, ironicamente significa Céu.

A história apresenta duas personagens principais Liesel e Rudy que se tornarão melhores amigos. Liesel não chegara à rua Himmel pelas melhores das razões. Como forma de a proteger a ela e ao seu irmão mais novo a sua mãe deixa-os a cargo de um casal que vivia precisamente na rua Himmel e que os iria acolher como filhos. Estes dois companheiros, Liesel e Rudy, irão viver a típica vida de crianças tendo em conta a época histórica, ir à escola, fazer os trabalhos, ajudar em casa e claro, brincar na rua. Embora a mudança repentina de vida, Liesel estava feliz com o novo amigo que tinha feito que parecia ser o único que a compreendia.

A história muda quando uma nova personagem entra na história e na casa de Liesel, e com os avisos de invasão por parte das milícias Nazi na rua Himmel. O livro continua e a leitura torna-se mais captante, deixando no leitor uma vontade de continuar a ler. É maravilhoso ler como duas crianças vivem (ou sobrevivem) perante uma guerra, com ataques aéreos constantes e vidas vividas de forma reservada com medo de revelar algo que os possa incriminar.

A vontade de continuarem a ser livres e felizes reflete um sentimento de coragem o qual apenas as crianças conseguem possuir. No caso de Liesel a sua coragem irá chegar ainda mais longe. Com a vontade imensa de consumir literatura, irá ultrapassar todas as barreiras para poder ter nas mãos o que para si é um dos maiores tesouros que alguém pode ter – um simples agregado de palavras, frases e folhas envoltas em uma capa com um título.

Não querendo revelar muito mais com o entusiasmo da escrita, irei deixar por aqui o meu testemunho deste livro, com a esperança de que inspirei leitores de todas as idades a dar uma oportunidade a esta obra que é sem dúvida merecida de leitura!

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